Este "Dama de Espadas (Crónicas dos Loucos Amantes) foi uma surpreendente estreia com mais um autor Português (Obrigada Cati). É uma vergonha, mas nunca tinha lido nenhum livro de Mário Zambujal, nem sequer o muito conhecido "Crónicas dos bons malandros" mas agora que comecei não vou deixar que os livros deste escritor me voltem a passar despercebidos.

Aconteceu-me com MZ o mesmo que me tinha acontecido com a Rosa Lobato de Faria, de alguma forma convenci-me que não iria gostar, que não perdia nada em manter os livros dele na estante. Erro crasso e puro preconceito. Diverti-me imenso com este Dama de espadas (crónicas dos Loucos amantes).

O livro é pequenino (Li-o em 2/3 dias - e apenas porque tenho lido muito pouco) e a estória bastante simples, pelo menos aparentemente. Poderia chamar-se Filipe e as suas mulheres. Mas chama-se crónica dos loucos amantes e conta-nos a Estória de Filipe e Eva Teresa. Ele, repórter. Ela, dondoca.  Uma paixão sem lógica, que chega ao outro lado do oceano.

Este livro fala de amor de uma forma muito gira e realista. Conta-nos como uma (grande e louca) paixão pode destruir um grande amor. Conta-nos que nem tudo o parece é, que a nossa percepção é por vezes toldada e que acabamos por ver o que queremos e não a realidade. Neste livro fala-se de instinto, de expectativas, de desilusões, de sonhos e da realidade. E sempre de uma forma leve e divertida. E gostei do twist final. Na realidade gostei do livro todo.