«Pergunta-me coisas vulgares
E leva-me ao mais comum dos lugares
Porque eu nunca quis ter um riso feliz
Não sou de fingir, mas até quis ser atriz
Para saltar de mim, voar daqui
Sorrir e acenar
Ficar sem ponta de ar
Rir para não chorar
E ir sem voltar
[...]
Não gosto de nada perfeito
Gosto de corar e ficar sem jeito
Eu sei de um lugar onde até o pior
Tem pernas para andar e até sabe de cor
Que andar em contramão cria confusão
Para dar e vender
E às vezes rouba o ar e faz chorar
Mas não há nada a perder
Se há desilusão nesse coração
Manda tudo ao ar e diz que não
Bate com o pé, mostra como é
E faz cara de quem não quer ser mas é»