Da autoria deste leitor que também acha que escreve umas coisas, fica um poema dedicado ao Dia Mundial da Poesia.
Dia da Poesia...
Se calhar algures no ano todos temos o nosso dia
Seja do pai, da mãe, do idoso e ainda o do garoto
Eu sinto especial orgulho no dedicado ao canhoto
Mas gosto ainda mais do que comemora a poesia
Poesia é escrita atirada para dentro de uma fornalha
Transformada em tudo aquilo que o poeta entender
Só quem escreve sabe o prazer que há em escrever
É comum um poema poder derrubar uma muralha
Quatro versos, algumas quadras e várias estrofes
Ditados pela alma mesmo que à revelia da métrica
Todos somos portadores de uma costela poética
Escrevendo com ou sem hipérboles e apóstrofes
Quantas linhas de poema nascem no guardanapo
Ali à mão de semear ao lado da chávena de café
Escritas tantas vezes sem que haja esperança ou fé
De serem lidas por quem nos deixou num farrapo
O sumo de um poema é um exercício de libertação
Em cada palavra pode encontrar- se carga atómica
Seja ela de natureza dramática ou mesmo cómica
Represente amor ou ódio, trás sem uma emoção
Há os que querendo não lhe entendem o esquema
Poesia quase se pode escrever de baixo para cima
Há quem não escreva porque não encontra rima
Mas não há quem não goste de ouvir um poema
Falta-lhe talvez uma embalagem mais comercial
Que a coloque à venda numa montra alargada
Poesia deve ser produzida mas também lembrada
Porque de todas as escritas esta é a mais especial
Quem não gostaria de um mundo menos cético
Utópico, contrário a quase tudo o que vivemos
Se um mundo existisse só porque o escrevemos
O meu seria criado com um esqueleto poético
Acredito que um poema emana mais sentimento
Seja por puxar o suspiro, uma lágrima ou um sorriso
Quantas vezes sentimos que mais não era preciso
Que algumas belas linhas para ilustrar um momento
Se não fosse o seu dia não sei se hoje escreveria
Mas assim não posso evitar deixar aqui as minhas
Palavras de um aspirante a poeta nestas linhas
Que são apenas uma homenagem à doce poesia
Autoria: Um leitor