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| Fotografia da minha autoria |
Tema: Um livro de poesia
Avisos de Conteúdo: Ansiedade, Depressão, Pressão Social
A cadência de um verso encaminha-nos para a voz tão própria do seu poeta. Porque a sua alma espelha-se naquela sequência de palavras e na mensagem - mais ou menos biográfica - que preservam. Por essa razão, voltei a fazer paragem em Sintra, para o Alma Lusitana, descobrindo a obra de estreia de Francisco Geraldes.
«Um último abraço que é solto com tremenda saudade intrínseca»
Cito, Longe, Tarde - com prefácio de Pilar del Rio - combina dois anos de escrita poética, levando-nos numa viagem bastante intimista, atendendo a que se concentra em questões que inquietam a nossa existência e que procuram descobrir um sentido para a jornada que palmilhamos. Além disso, faz-nos refletir sobre a necessidade de sermos inteiros: não só no que fazemos, mas no que sentimos também. Por outro lado, mostra-nos o impacto que a ansiedade e a pressão assumem no nosso quotidiano e nas nossas decisões.
«O que somos,
se formos privados de ser?»
Sinto que estes poemas merecem ser desfrutados devagar. E que exigem que os revisitemos, porque nos descrevem. Partindo de pensamentos soltos, que potenciam análises ora simples, ora complexas, este livro revelou-se uma excelente surpresa, pois tem uma escrita visual. Cito, Longe, Tarde reacende dúvidas e apazigua a melancolia. Tudo no mesmo compasso. Porque a vida é aquilo que procuramos de dentro para fora.
«Brindemos ao silêncio»
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