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Nov24

Maria do Rosário Pedreira

Escrevo há cerca de dois anos (se estou a fazer bem as contas) uma crónica para o jornal digital a Mensagem de Lisboa intitulada "O Nosso Fado", que é, grosso modo, dedicada à canção de Lisboa. Eu sabia muitas histórias partilháveis, até porque o meu pai era um boémio e nos levava aos fados frequentemente; mas às tantas essas lembranças esgotaram-se e tenho lido bastantes livros sobre a arte do fado, tendo começado pelos mais teóricos e indo depois às biografias e memórias. Há uns meses, por exemplo, li um conjunto de artigos publicados nos anos 1920 no jornal A Voz do Operário e reunido mais tarde num volume intitulado O Fado e os Seus Censores, de Avelino de Sousa. E há uns quinze dias estive a deliciar-me com Amália: a Ressurreição, do jornalista e escritor Fernando Dacosta, que traz muitas e divertidas achegas à biografia de Amália baseada numa longuíssima entrevista conduzida pelo seu amigo chegado Vítor Pavão dos Santos. Neste livro de Dacosta, estão porém muitos episódios que só os que conviveram com a diva de perto provavelmente sabem e uma ou outra história que talvez não tenha sido antes registada por poder ofender A ou B, que entretanto morreram e já não se podem incomodar. Uma delas compôs, de resto, a minha crónica mais recente para a Mensagem de Lisboa e fala de dois poetas sonantes e da sua relação com a maior fadista da nossa história. Se quiserem ler, deixo-vos o link. Se gostam de fado, o Museu do Fado tem apoiado uma série de obras muito interessantes sobre fado e vale a pena dar uma espreitadela à página da Internet.

https://amensagem.pt/2024/11/19/cronica-fado-levantar-voz-amalia-rodrigues/?fbclid=IwY2xjawGwJOVleHRuA2FlbQIxMQABHbuL77PAHQ8LK_JHKomUliKKtNWsvhcirHYE0U6DaWySa1nHRiPLyYQ89g_aem__MHiUisuBowmEqaX83OIjg