Cada vez mais perto de acabar este ano esquisito (não que 2021 vá começar de melhor maneira)...

Comprados & Recebidos

Recebi uma belíssima remessa da Bertrand, com livros infantis e a amiga toupeirinha: Abre a porta, Toupeirinha, de Orianne Lallemand, O Pedaço que Falta Encontra o Grande O, de Shel Silverstein e o muito ansiado Regresso de Telma, o Unicórnio, de Aaron Blabey. Mais para o final do mês, chegou Síul, Epilif e o Grande Zigomático, de Nuno Artur Silva.

Do último fôlego da Cotovia: Metamorfoses, de Ovídio, Paraíso Perdido em edição bilingue, de John Milton e tradução de Daniel Jonas, A cabra ou quem é Sylvia? + Casamento em jogo, de Edward Albee, Ao Arrepio,de Joris Karl Huysmans, Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, O vôo da madrugada, de Sérgio Sant'Anna, Barco a seco, de Rubens de Figueiredo e O caminho da cidade, de Natalia Ginzburg. Deixámos morrer a Cotovia, amigos (mas ainda há alguns descatalogados baratos na mbooks).

Por falar em descatalogados e esgotados e outros ados, a Antologia Poética Erótica e Satírica coordenada por Natália Correia tem finalmente pouso nas minhas estantes.

Também me apercebi que no desassossego do mês de Outubro, não falei das aquisições à Arte de Autor que se fizeram cá em casa, pelo que ficam aqui documentadas: o segundo Verões Felizes e os Cavaleiros de Heliópolis, de Jodorowsky.

Lidos

Abandonei o Ficções do Borges, confesso, no início do mês, e peguei no meu clássico. Tinha ponderado ler o Good Soldier Svejk do Jrasoslav Hasek, mas as suas mais de 700 páginas demoveram-me. Assim, li Scoop, de Evelyn Waugh, autor de um dos meus favoritos de sempre, também uma sátira, mas muito mais curta.

A remessa adorável de livros infantis deu novo ímpeto às minhas leituras: a Toupeirinha foi lida no próprio dia, O Regresso de Telma pouco depois, e li Um beijo para Urso Pequeno, de Else Holmelund Minarik, ilustrado maravilhosamente por Maurice Sendak. Li Correria dos Pássaros Presos, de Ana Gil Campos, regressei às novelas gráficas com Os meus heróis foram sempre drogados, de Brubaker&Phillips (spin-off da série Criminal).

Terminei o Ficções do Borges, li Frango com ameixas de Marjane Satrapi (maravilhoso, como Persepolis) e I Kills Giants, de Joe Kelly. Síul, Epilif e o Grande Zigomático foi lido mal o recebi. Também comecei, finalmente, The Remains of the Day de Kazuo Ishiguro. Foi, portanto, um mês melhor que os anteriores no que respeita a leituras, mas não tenho ainda grandes esperanças...

Ler os Clássicos

Para Novembro, o tema era um clássico de guerra. O tema pode parecer bem pesado (possivelmente não o desejável actualmente), mas li uma sátira: Scoop, de Evelyn Waugh. Também ponderei ler The Good Soldier Svejk, de Jaroslav Hasek, igualmente humorístico, mas as mais de 700 páginas não me motivaram tendo em conta as dificuldades actuais a ler.

Outros livros lidos: 

Requiem, de Anna Akhmatova ; O General do Exército Morto, Ismail Kadaré

Foi um tema difícil. Não pelo tema em si, mas pelos tempos que vivemos...

O tema de Dezembro é um livro infantil. Juvenis são igualmente aceites. Algumas sugestões (eu vou ler Beatrix Potter e Isaac Bashevis-Singer):

Matilda, Roald Dahl

A Little Princess, Frances Hodgdon Burnett

A História de Babar, Jean Brunhoff

As Mulherzinhas, Louisa May Alcott

The Wind in the Willows, Kenneth Grahame

Watership Down, Richard Adams

Alice's Adventures in Wonderland, Lewis Carroll

To Kill a Mockingbird, Harper Lee

Black Beauty, Anna Sewell

Outros

Viram os temas do #lerosclássicos2021, viram?