O novo título da coleção 'Obras de Jorge de Sena', 'Fidelidade' é o quinto livro de um dos maiores poetas da língua portuguesa'Fidelidade' (1958), que a Assírio & Alvim agora publica, é o aprofundar de uma matriz poética mais tarde reconhecível, onde as cicatrizes de um descontentamento com a situação do mundo e do país se começam a desenhar.Sem concessões, Jorge de Sena apõe cada palavra com a precisão do arquiteto, segurando a construção do templo. Este volume conta ainda com prefácio de Nuno Júdice.O livro já se encontra disponível nas livrarias.Tudo se partiuem cacosnas mãos que trememsó eu estou inteiromas não em mimDe muitas formas podemos interpretar o título 'Fidelidade' deste livro, publicado em 1958, que inclui poemas escritos de 1951 ao ano da publicação. Numa década, a desses anos 50 em que o país ainda vive submerso numa “apagada e vil tristeza”, reflectida em vários momentos que são apresentados logo na 'Epígrafe para a arte de furtar', o poeta inclui, já, ao lado dessa imagem crítica e, podemos dizer, sem esperança de modificação ou, melhor dizendo, de revolução, uma fuga na revisitação de clássicos de vária proveniência que ele glosa e aprofunda ao longo do livro.