Avisos de Conteúdo: Luto, Morte de um animal
A quadra Natalícia tem um encanto especial. É mágica. Multiplica-se em partilha. E num sentido de comunidade, que faz transbordar o lado esquerdo do nosso peito. Curiosamente, quando reflito sobre o poder que a literatura tem no nosso crescimento e na nossa integração, enquanto seres sociais, observo-a composta pelos mesmos pilares. Porque, nas asas de um livro, o jogo simbólico adquire outra força e outra empatia. E não há idades certas para sonharmos, para nos aventurarmos, para sermos quem nós quisermos. Deambulando entre infinitas histórias, somos todos feitos de tecidos invisíveis que nos enlaçam. E que nos fazem viajar para a margem onde permanece a imaginação, tal como o exemplar da Sandra Monteiro.
O VERDADEIRO ESPÍRITO NATALÍCIO
Krismas: A Aldeia Luminosa do Natal transportou-me para a minha infância, para o colo da minha família e para uma inocência tão ternurenta, que nos permite acreditar em contos de fadas e em senhores de barbas brancas a correrem o mundo, apenas - como se este apenas fosse pouco - para colorirem as nossas casas de desejos, de tradições, de amor. Embora possamos ter maneiras muito únicas de celebrar o Natal, há princípios que se repetem. Há expectativas que se partilham, como se fossem rabanadas acabadas de fritar. E é este aconchego que nos envolve ao redor de uma mesa. E em torno de uma história com tantos recantos de fantasia.
«Um por um, todos lhe vinham dar um abraço»
A mensagem que espelha para o mundo é, ainda, símbolo de união, de descoberta, de aceitação e de algo que acredito ser fundamental: a certeza de que todos temos um caminho; de que todos acabaremos por encontrar a nossa luz guia. Mesmo que demore. Mesmo que precisemos de abraçar uma realidade diferente. Porque, por vezes, basta alterar a perspetiva e escutar o nosso coração. Neste manifesto que evidencia a dor da perda e o valor das relações interpessoais, fui novamente uma menina, em plena véspera de Natal, de olhar brilhante, a escutar a conversa dos adultos e a tentar reproduzir, em imagens mentais, as suas memórias inesgotáveis. E, para mim, a essência da quadra é esta: é a simplicidade que nos faz sentir que pertencemos a um lugar.
«Mais à frente encontrou muitos outros animais,
mas também uma pessoa que parecia ser quem cuidava deles»
Há um provérbio africano que eu adoro e que traduzido fica assim: «É preciso uma vila para criar uma criança». Considero-o brilhante não só pelo significado, mas também pela versatilidade, pois podemos aplicá-lo em inúmeros contextos, preservando o propósito da segurança e da rede de apoio. Eu não sei como é passar o Natal numa aldeia, mas sinto que segue esta linha de raciocínio por uma questão: os habitantes cuidam uns dos outros. E não há melhor definição de Natal do que esta. Apesar de celebrar na cidade, a minha vila humana incutiu-me os valores certos. E, muito provavelmente, isso fez de mim uma habitante desta aldeia tão particular, onde as saudades e o entusiasmo da época poderiam ser pendentes a decorar a árvore gigante.
«Marielle sabia que finalmente o seu coração podia acalmar-se»
Krismas: A Aldeia Luminosa do Natal é para toda a família, até porque a força da comunidade incentiva-nos a confiar nos nossos sonhos e a curar as feridas. E, mais do que uma história, é um estado de alma.
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