O véu que se levanta devagar sobre tantas vidas distintas, que têm como ponto comum habitarem no mesmo prédio e tendo por cenário a cidade de Braga. É nas relações e interações de vizinhança que as personagens se revelam, numa representação pertinente da sociedade actual.

Dotadas de traços coloridos e retratadas com humor, quase estereotípicas, entrelaçam-se com grande fluidez e criam no leitor a confortável sensação de proximidade, capaz de fazê-lo assumir o papel de algum protagonista ou identificar nele pessoas que fazem parte de um quotidiano aparentemente normal. O mistério que une as personagens mantem-se ao longo da trama, numa construção envolvente, desafiando o leitor a especular sobre o que realmente aconteceu.

Desenvolvida com mestria, esta é uma narrativa que nos aproxima de alguns dos problemas mais prementes da nossa sociedade. A riqueza nos diálogos e uma sequência de cenas facilmente imagináveis definem-na como uma obra cinematográfica.

Este livro é uma viagem dentro de nós próprios, explorando a nossa dimensão humana e sempre questionando esse conceito tão sobrevalorizado e subjectivo: o que é a normalidade?

Um final surpreendente!

Sobre o Autor

Nascido em 1971, em Santa Comba Dão, Jorge Santos vai viver com 3 anos para Braga. Filho único, cedo descobre que a melhor forma de passar o tempo é inventando histórias. Aos 13 anos começa a escrever. Aos 14 escreve o seu primeiro livro, uma história que faz parte do seu crescimento enquanto autor e que a vergonha impede de publicar. Nunca pára de escrever, nomeadamente contos. Em 2012, começa

a levar mais a sério esta paixão, inscrevendo-se num curso de escrita criativa. Fica por duas vezes em segundo lugar nos Campeonatos Nacionais de Escrita Criativa, organizados por Pedro Chagas Freitas. Em 2014 lança o seu primeiro romance, DEZ. Em 2015 lança, como edição de autor, FRAGMENTOS, uma colectânea dos textos dos Campeonatos de Escrita. Paralelamente, mantém um blogue de contos, http://pseudo-contos.blogspot.com, e é um dos membros fundadores da tertúlia de escrita A Velha Escrita, que conta com cinco anos de existência e setenta autores espalhados por três continentes.

Nota de Imprensa da Inquietud’E.