por talesforlove, em 04.07.21

Boa noite caros Amigos e Amigas das letras e da natureza, é sabido que a nossa mãe natureza é uma “caixa de surpresas” em eterna evolução. Já lá vão uns anos desde que Darwin fez a experiência de cortar as pontas de algumas raízes e depois verificou que estas deixavam de crescer tendo em conta a ação da gravidade, ainda assim, a natureza, neste caso as plantas, continuam a conter mistérios que não se conseguem entender….

Seguidamente apresentam-se dois poemas vencedores que ficaram em 3º lugar, o que também é algo inesperado mas que além de revelar o interesse destes trabalhos sinaliza igualmente o mistério de tentar colocar os nossos pensamentos no papel. Afinal…

3º lugar: (empate técnico)

“Cores de Novembro” por Catarina Canas (Portugal)

as cores de novembro quentes de ouro,

em murais de folhagens encantadas,

conferem aos dias tal tesouro,

fazem esquecer e aquecer as madrugadas.

dias grandes em noites escuras desaguam,

roubando a luz que ilumina cada hora,

pinceladas invulgares que continuam

a permitir aos grandes dias ir embora.

é de lembrar que tudo sempre recomeça,

tudo nasce tudo vive tudo morre

numa dança audaciosa e colorida

com atitude na estrada que percorre.

“Flores Urbanas” por Marcelo Souza (Brasil)

Numa terra ocupada

O ser humano é o maior culpado

A flor não respira...

Ela piora com a poluição,

Folhas sujas de fumaça

Um cinza que sufoca.

As flores urbanas sofrem.

As pessoas sofrem...

A natureza reluta...

O povo luta.

Mais prédios aparecem,

No amanhecer ninguém conhece.

Ninguém merece...

A floresta empedrou

A pedra dominou,

As flores raras se escondem

As flores de plástico aparecem

E no mundo artificial

A ruína é total

Pobre desse animal

Num desenvolvimento total

Vai sucumbindo, definhando

Até voltar para a natureza.

Som

Sem dúvida, dois belos poemas, como resultado de muito trabalho e empenho. Parabéns aos Autores.

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Até breve.