Caro anónimo,
missões sagradas ou em nome da pátria (como, aliás, a própria pátria) dizem-me tanto como trocas de galhardetes com gente que se mantém escondida, ou seja, nada. Quanto aos colombianos, ficará feliz por saber que aqueles com quem falei deixaram claro que a sua curiosidade com o português que falamos é grande, porque lhes soa como uma língua totalmente diferente da que ouvem aos brasileiros – os que ouvem, porque de Bogotá até à fronteira com o Brasil vai uma grande distância e, imagine,o contacto que se faz entre ambos os lados nessa fronteira faz-se entre as tribos que habitam a selva amazónica e não chega até aqui. Outro tipo de contacto não é assim tão frequente, como disse o presidente da Câmara acolombiana do Livro. Sobre tudo isto poderá ler mais tarde, ainda que eu não perceba porque continua a perder tempo a ler-me se o desprezo é tão grande. Há mais blogs por aí, e livros, e jornais, e espaço para os ler e para os criar, para poder dizer de sua justiça.
FilBo 2013
Texto originalmente publicado em Cadeirão Voltaire