Neste livro são contadas duad histórias de amor durante a guerra: a de Elhspeth e Dave, durante a Primeira Guerra Mundial e a de Margaret e de Paul, quando rebenta a Segunda Guerra Mundial.

Elhspeth é uma jovem, que escreve poesia e vive numa quinta, numa ilha da Escócia, e fica surpreendida quando recebe uma carta de um admirador que leu um dos seus livros de poesia. Dave é um estudante americano, que em Março de 2012 pensa mais em fazer patifarias com os colegas de curso do que em formar família ou ir para a guerra combater. Aos poucos os dois vão-se conhecendo através das cartas, primeiro em tom jocoso e depois em tom mais sério, até que, depois de vários meses se apercebem que estão apaixonados. O problema é que ela já é casada e que o marido está na frente de guerra.

Anos mais tarde, rebenta a guerra e a história parece repetir-se. Paul, um piloto da Air Force conquista o coração da filha Margaret e Elhspeth não quer aceitar que a filha vá atrás dele para a guerra. Margaret está em cima do telhado depois de uma discussão com a mãe quando uma bomba cai na sua rua e destrói parte da sua casa. Desce rapidamente para encontrar a mãe. Nas mãos, cartas dirigidas a alguém chamado Sue. Logo depois, a mãe sai de casa e deixa Margaret sozinha.

Todo o romance nos é contado através das cartas e das suas respostas. Perde-se um pouco pelo meio a história de amor de Paul e Margaret, mas a história de amor de Elhspeth e de Dave é linda e agarrou-me da primeira à última página. O fim é incrível. Por outro lado, através das cartas escritas da frente de guerra temos a noção de como se iam desenrolando os combates e algumas movimentações das tropas.  A contextualização histórica está muito bem construída, sem no entanto ser maçadora ou descritiva. Os locais e a época é perfeitamente percetível através das cartas, mesmo nas mais curtas.