Fotografia da minha autoria

«Somos grandes»

O nosso país transborda talento. E nas mais diversas áreas. Por essa razão, fico de coração pleno quando percebo que há uma aposta forte no empreendedorismo nacional, até porque acredito que temos todos os argumentos para o tornar rentável. Há ideias a fervilhar. E projetos que merecem reconhecimento: não só pelo produto, mas também pelo conceito. Quando a Carolina [Thirteen] partilhou o mais recente tema do 1+3, percebi que só fazia sentido escrever sobre as marcas portuguesas que me despertam maior interesse [também pela sua pegada cívica], mesmo que ainda não tenha investido nelas. Eis a minha lista.

Futilidade: A criadora desta marca é minha prima por afinidade. O design gráfico sempre foi uma atração e o conceito Futilidade - T-shirt & tops surgiu pela vontade de dar forma aos seus desenhos. Na primeira coleção - O Pensamento -, cada desenho é pintado, único e exclusivo. E foi através dela que avancei com a rubrica Pensamento Periclitante. Posteriormente, criou uma coleção dedicada à Praia da Aguda - lindíssima e em jeito de homenagem. Eu tenho duas t-shirt, dois cadernos e crachás. E não podia estar mais encantada.

Joana Sem Jeito: Foi criada numa manhã de verão, após vários rascunhos e inspirada num gosto por coisas desajeitas. Por vezes, a Joana desenha com café. Noutras desenha na madeira. Mas a sua principal ideia é, também, reciclar elementos. Assim, inova na criação das ilustrações, recorrendo aos materiais mais tradicionais, mas sem esquecer os naturais. As suas obras estão um mimo.

As Deolindas: As peças de roupa adaptam-se a vários eventos e estilos, ainda que se privilegie o traço feminino e casual. Eu nem sou a pessoa mais entusiasta por roupa, mas foi impossível não me render à originalidade dos modelos, aos padrões e às cores. Feitos à mão e com todo o amor, podem encontrá-los à venda em Famalicão, em Braga e em Vila do Conde. Ou, então, encomendar através do instagram da marca.

Aqui Há Peça: A minha paixão por decoração é cada vez mais acentuada. Por isso, perdi-me de amores por estas peças de cerâmica portuguesa. Há artigos para quase todas as funcionalidades e divisões da casa. E a imagem dos mesmos evidencia modernidade e minimalismo, priorizando linhas delicadas e cores harmoniosas. Vendidos à unidade ou em conjunto, o difícil é mesmo não querer um exemplar de cada.

Revista Variações: Este projeto nasceu da vontade de dar voz à crescente variedade da música portuguesa. E é o «resultado de um Portugal onde a música cresce a passos largos e merece cada vez mais atenção». Como apaixonada que sou por esta manifestação artística nacional, uma vez que defendo que qualidade não nos falta, não podia estar mais entusiasmada com esta revista. E acredito que a marca que estão a construir só poderá ser revestida de sucesso.

Cuscuz: É uma marca unissexo de acessórios de moda e design, que aposta na sustentabilidade. Ana Mendes criou um negócio familiar «que leva o termo reciclagem para um novo patamar», reaproveitando matéria que já não é utilizada e prolongando-lhe o seu ciclo de vida. Para já, ainda só têm óculos de sol. Mas, tendo em conta que são produzidos artesanalmente, cada par é único. E os clientes podem personalizá-los.

Zouri: É uma marca de calçado vegan. Primeiro, investiram em sandálias. Mais recentemente, estenderam a sua aposta às sapatilhas. Adriana Mano, criadora do projeto, «pretende aliar dois elementos importantes ligados à sustentabilidade: a utilização de materiais orgânicos e reciclados e a produção local». Uma vez que as sapatilhas são o meu calçado de eleição, fiquei bastante curiosa com esta linha, até porque, como a sola é feita de borracha natural e transparente, é possível «ver os pedaços de plástico incrustado», fruto de várias recolhas de lixo pelas praias do Norte do país.

Que marcas portuguesas recomendam?