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Chega hoje às livrarias um novo livro de Herberto Helder, desta vez com chancela da Porto Editora, e já não da Assírio & Alvim onde se publicou parte considerável da sua obra. O livro vem com um cd onde o próprio autor lê alguns dos poemas. Suponho que a esta hora já não haja exemplares para venda. Pensei acertar o despertador para a madrugada, de modo a chegar à porta da livraria bem cedo para comprar um exemplar, porque queria muito ler o livro. Depois lembrei-me que as livrarias devem ter recebido muito menos exemplares do que as grandes superfícies livrescas (onde tento evitar comprar livros), que aquelas pessoas que não compram livros habitualmente vão querer comprar este porque as redes sociais já andam há dias a dizer que vai esgotar e que é obrigação de qualquer letrado ou candidato esperar na fila para comprar um, que os especuladores devem ter um plano para açambarcar algumas dezenas de exemplares, deixando a editora contente porque o livro vai esgotar em três tempos e tramando os leitores com exemplares a aparecerem no mercado já daqui a uns dias, quando se decretar o esgotamento oficial da edição, por módicos preços que pode ser que comecem lá pelos 100 euros. Foi assim que fiquei sem o meu exemplar de A Morte Sem Mestre. Talvez para o ano haja outro e eu consiga acordar cedo.