Da janela da sala, as crianças vêem a chuva lá fora. Do interior, sentem o vido fresco, pousando as mãos na janela e, tentando sentir as gotas lá fora.
De sorriso no rosto, Cecília pede:
- Por favor, podemos ir à chuva?
A educadora pensa um pouco e, olhando para a colega, desafia:
- Vamos?
E assim, todos vestiram o casaco e calçaram as galochas. A chuva não era muita, mas as poças do chão já davam para despertar a atenção das crianças, que felizes, assim que se viram lá fora:
- Tão bom! A chuva é fria!
- Ai, olha o meu salto!
- Olha aqui os salpicos que eu faço a saltar!
E felizes brincaram, livres como todas as crianças devem ser. Pena daqueles meninos que nunca pisam as poças de água, ou que nunca saem da bolha para sentir na cara as gotas de chuva.
Elsa Filipe