Título Original: Love Letters to the Dead
Autor: Ava Dellaira
Páginas: 344
Tradução: Alyne Azuma
Editora: Seguinte
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Cartas de Amor aos Mortos fez um reboliço danado aqui na blogosfera assim que foi lançado. Não bastasse isso para me matar de curiosidade, o livro ainda tem esse título incrível e uma pequena crítica do Stephen Chbosky bem na capa. Acharam pouco? As referências musicais são maravilhosas também, e ficamos sabendo disso antes mesmo de começar a ler.
Laurel é uma garota de 14 anos que resolve dar uma guinada na vida. Após perder a irmã e ser abandonada pela mãe, Laurel decide mudar para um colégio onde ninguém sabe nada sobre a sua vida, muito menos sobre a morte de May. Não é difícil perceber que a vida da protagonista mudou drasticamente após esse acontecimento.
Após a mãe se mudar sem ela, Laurel tem migrar entre a casa de sua tia Amy, que é super protetora e possui alguns hábitos bastante peculiares, e a casa do pai, que ainda não superou a separação e a morte da filha mais velha, o que o faz deixar Laurel um pouco de lado. De quando em quanto a garota fala com a mãe pelo telefone.
Um dia, na escola nova, a professora passa um trabalho que consiste em escrever uma carta para alguém que já morreu. O que era para ser apenas uma tarefa escolar, passa a virar hábito na vida de Laurel, que escreve não uma, mas várias cartas para os seus maiores ídolos: Kurt Cobain, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop e vários outros.
Talvez ao contar histórias, por pior que sejam, não deixemos de pertencer a elas. Elas se tornam nossas. E talvez amadurecer signifique que você não precisa ser personagem seguindo um roteiro. É saber que você pode ser a autora.
O livro é narrado em primeira pessoa e em forma de cartas. Apesar de não serem destinadas para mim, senti como se Laurel estivesse me contando seus segredos mais profundos, e não para pessoas que nunca leriam suas cartas. Durante esses "desabafos", conseguimos conhecer um pouco mais sobre a personagem principal e todas as suas angústias.
Laurel fala muito sobre sua irmã mais velha, a May, nas cartas, sobre o que ela significou na vida da protagonista. Na verdade, eu senti o tempo todo que Laurel era apenas uma sombra da May. Explicando melhor, Laurel colocava a menina em um pedestal e queria porque queria ser exatamente como ela. Além disso, ela deixa a entender que a mais velha era a favorita e, mesmo que não demonstrasse, tenho certeza que isso a magoava.
É claro que o assunto retratado nas cartas não era só esse. Laurel contava bastante sobre o seu dia a dia, sobre as amizades que fez na escola nova, uma galerinha bem diferente, mas muito bacana, sobre Sky, o garoto misterioso por quem ela sente uma forte atração desde o primeiro dia que o vê... Sobre como essas amizades e o romance foram evoluindo.
Apesar da previsibilidade da história, eu amei. Amei de verdade. Vocês sabem como eu gosto de um bom drama, e nisso Ava Dellaira não deixa nada a desejar. Com uma narrativa impecável, ela mostra bem a fundo como é a sensação de perder alguém e como isso pode ser superado com a ajuda dos amigos e das pessoas que amamos.
