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| Fotografia da minha autoria |
«Estou no mesmo banco de jardim»
As paredes caiadas e brilhantes
Dentro de uma muralha só
Abrigando a minha memória
E o nosso banco de jardim
Vazio, apenas utópico
Mas onde ainda te vejo
Debruçada pelo braço de verga
E um livro no regaço
Fomos, um dia, réis
Pequenos trunfos
Num conto de fadas
De olhares sóbrios
Cúmplices e formais
Ocultando a sina enfeitiçada
Que nos lança em passos cambaleantes
Por ruelas desniveladas
E o amor que nos foge do peito
Que gritamos do alto da torre
Foi solto no vento
E no tempo que já não é nosso
Mas teremos sempre
Inconscientemente
O nosso banco de jardim
