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| Fotografia da minha autoria |
«Prefiro a música, porque ela ouve o meu silêncio»
A música é uma arte que me embala, porque ampara as minhas emoções, ao mesmo tempo que compreende o silêncio com que me revisto. É certo que esta observação transparece um apontamento de egocentrismo, mas essa é a magia do meio artístico: permite-nos encontrar algo familiar na mensagem das suas inúmeras componentes. E é por isso que, não tão raras vezes assim, é o dialeto que nos ajuda a comunicar com o mundo.
Nos bastidores, o trabalho de composição assume um peso considerável e nem sempre percetível, uma vez que não o acompanhamos de perto. No entanto, quando escutamos a obra, sentimos o impacto da melodia e, até, o contexto do seu autor. Aliás, tal como mencionou Ricardo Soares, o «compositor cria pedaços de vida, reinventa-a, molda-a e torna-a perene nos seus constantes movimentos». E é nesta dança singela e sensorial que fomentamos e desconstruímos significados, que ultrapassam a beleza da sonoridade: porque conversam com a nossa alma.
Com o intuito de homenagear aqueles que abrilhantam esta arte, definiu-se o dia 15 de janeiro como o Dia Mundial do Compositor. Desde os clássicos aos contemporâneos, há nomes que nos inspiram e que se colam à nossa pele. Obrigada a todos os que, sem o saberem, tornam a minha jornada mais leve. E sempre com o ritmo certo para cada momento.
Que compositores vos inspiram?
