Estava muito empolgada por ler este livro e fiquei um pouco desiludida. Mea culpa porque criei expectativas.
O livro começa logo de uma forma um pouco confusa. Começam logo por um capítulo a descrever um jogo entre a máquina de xadrez e um anão. Só depois é que começam a apresentar as personagens e quase no final fazem a continuação daquela cena inicial. Os capítulos são muito grandes, senti que precisava de mais pausas para ter um melhor entendimento da história e do que está a acontecer com as personagens. Também tenho de referir que o livro se passa em 1700 e alguma coisa, e não é uma época assim tão fácil de se imaginar porque está muito longe da nossa realidade.
A história, tal como o nome indica, é em torno da máquina de xadrez. Como surge a ideia de a criar, como é construída e como é apresentada às restantes pessoas. É criado todo um mistério em torno desta máquina, que aparentemente é apenas um autómato, mas tem a capacidade de pensar para executar um jogo de xadrez. Todas as pessoas ficam muito admiradas, algumas acham até que esta máquina não está de acordo com a palavra do Senhor. No meio de uma apresentação da famosa máquina, denominada Turco, há a morte de uma baronesa. Este acontecimento levanta mais questões em relação ao Turco e em relação às pessoas que estão diretamente ligadas a ele. No final todos os mistérios são desvendados e o autor explica como acabaram todas as personagens.
A sinopse deste livro começa em grande, logo na primeira linha, diz que o livro é baseado em factos verídicos e que para além de um romance histórico é também um thriller. “Baseado em factos de verídicos” é algo que me atrai muito nos livros e juntar-lhe uma dose de thriller, à partida coloca o livro num patamar considerável. Mas neste caso prometeram mais do que o que deram ao leitor, na minha opinião. A parte da morte em causa é muito superficial, parece um pouco do gênero “Morreu? Paciência, mais mal é dela que se foi.”.
A minha personagem preferida foi o Jakob, o rapaz judeu, que era espetacular em marcenaria e que ajudou a construir o Turco. A amizade criada entre o Jakob e o Tibor (personagem principal), é um pouco controversa, mas no final percebe-se que eram amigos, só não tinham a melhor forma de o expressar. E não sou de acordo com o fim que o autor escolheu para Jakob.
De qualquer das formas não considerei o livro péssimo, é um pouco aborrecido. Aconselho-o a pessoas que gostem de saber mais sobre o passado e as invenções que foram realizadas.
Breve descrição do autor do livro
Robert Löhr

Robert Löhr é alemão roteirista e romancista. Primeiro estudou literatura norte-americana e alemã na Universidade Livre de Berlim e depois estou para se tornar roteirista na Deutsch Film-und Fernsehakademie Berlin. A sua obra mais conhecido é “A máquina de xadrez” (2005), mas escreveu também “A manobra de Erlkönig” (2007), “A trama de Hamlet” ( 2010), “A guerra dos cantores” (2012) e o seu última obra “Erika Mustermann” (2013).
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