20
Jan17
Patrícia
Como é que há tantas novidades a metade do preço à venda na candonga?
Não preciso que respondam mas gostava mesmo que pensassem nisso... e nas consequências disso.
9 comentários



Quando há, no dia do lançamento de um livro, vários à venda concluo que não é possível fazerem parte do mercado de "livros lidos que os particulares vendem nos alfarrabistas".
Nada contra livros mais baratos. E nada, mesmo nada contra alfarrabistas. Adoro alfarrabistas.
Mas algumas vendas à margem da lei fazem-me espécie. Sou uma pessoa um bocado estranha no que à fuga aos impostos diz respeito. Além disso gostava imenso que o mercado editorial português não desaparecesse.
:)
Boas leituras e espero que continues por aqui :)

Se assim for, não deviam ser elas as primeiras a preocuparem-se?
Paula

Os leitores lerem e venderem os seus livros em segunda mão é uma coisa. Estarem livros à venda em sites, facebook ou afins em quantidades estranhas fazem-me pensar.
Não faço ideia como acontece mas acontece. Assim como se nota perfeitamente que há pessoas a fazerem da venda de livros no facebook um negócio.
Quando arrumei as minhas estantes, aqui há uns anos, resolvi vender, a preço da chuva, uma série de livros YA e Romances que já não me interessavam e foram todos comprados pela mesma pessoa. Fiquei muito admirada e nada contente quando vi que essa pessoa é uma das mais activas nos grupos de vendas (muito mesmo). Ficou claro para mim o negócio, compra de um lado, a leitores que se desfazem de livros a baixo preço e vende de outro, ganhando muito dinheiro pelo meio... dinheiro absolutamente livre de impostos. Pode fazê-lo? sim, pode. Eticamente é reprovável.
Já encontrei várias vezes à venda livros "oferta" de editoras. E já vi livros à venda no dia em que foram publicados.
Tudo isto é indicação de um grande negócio paralelo.
Vejo imensa gente comprar, cada vez mais, livros nestes grupos ou livros em sites estrangeiros e ao mesmo tempo vejo editores portugueses a lançarem edições de 1500 livros e não as venderem todas.
Um editor, numa conversa de circunstância, disse-me um dia que a sua primeira edição serve apenas para pagar custos. Tudo isto me faz pensar e faz-me muitas vezes, cada vez mais, pensar no que compro e onde compro. Tento aqui no blog, de vez em quando, chamar a atenção, desafiar à reflexão.

se não percebesse onde querias chegar.
Paula