O Festival de Literatura Pop — FLIPOP, voltado aos jovens leitores, aconteceu nos dias 2, 3 e 4 de agosto no Centro Cultural São Paulo (CCSP) e levou vários autores a se encontrarem com seu público através das mesas e sessões de autógrafos. O espaço também contou com muitas editoras incríveis expondo seus livros, que também puderam se conectar um pouquinho mais com seu público.

As salas onde aconteceriam as mesas, a área das editoras e dos autógrafos e mesmo as áreas externas do CCSP estavam lotadas de leitores de todas as idades. Muitos pais com seus filhos, grupos de amigos, gente de todo tipo! ♥

Pude prestigiar o evento na sexta e no sábado, já que a Editora Seguinte (a criadora da FLIPOP) convidou o Roendo Livros para aproveitar o Festival, e eu como boa representante da Ana e do nosso querido site, me diverti muito e anotei discussões muito pertinentes levantadas nas mesas nos dois dias que estive presente. Então pega um cafézinho e vem comigo!

Como contar nossas histórias? foi uma conversa mediada pela Thati Machado, com os convidados Lavínia Rocha, Thaís Rodriguez e Vitor Martins, todos autores brasileiros, fortes nomes de representatividade no país, que vieram falar um pouquinho da importância de não ter estereótipos e variedade na literatura. Thati começou perguntando se os autores escreviam sobre representatividade de modo consciente ou se era algo natural, e a resposta foi unânime entre eles, de que a escrita sempre fluiu de modo a colocar um pouquinho de si ali.

Vitor comentou um pouco sobre escrever personagens gays dentro do padrão esperado e como foi libertador poder descobrir outros caminhos para a criação a partir daí, além de contar sua própria história de auto conhecimento e de como percebeu seus personagens sendo parte disso também.

Lavínia falou de seu papel na representatividade enquanto autora negra, escrevendo personagens negros. Ela salientou que no entanto ela sempre teve uma qualidade de vida acima da média da população negra brasileira, por isso é importante que existam mais autoras negras para falarem de aspectos da vida que ela não consegue abranger em sua escrita, e assim incluir o máximo de realidades possíveis. Já Thaís explicou um pouco dos estereótipos do autismo, e da importância de ser mulher e falar sobre isso, já que normalmente mulheres aprendem a esconder os sintomas e raramente descobrem que estão dentro do espectro autista!

Representatividade muda o modo como a gente se vê e como vê o mundo. — TS Rodriguez

Um dos espaços da Editora Seguinte na FLIPOP. Ali você podia conhecer algumas obras publicadas pela editora e ganhar brindes exclusivos!

Em Uma mesa traiçoeira a autora americana Erin Beaty falou sobre seus livros O Beijo Traiçoeiro e A Missão Traiçoeira, sobre seu processo de escrita, sua inspiração em Mulan e o caminho que os personagens irão seguir no final da trilogia. A mediação foi feita pela Tamirez Santos do Resenhando Sonhos e contou com a participação dos fãs leitores fazendo suas perguntas.

Abrindo o coração na internet com Bruna Vieira, Guilherme Pintto e Matheus Rocha foi uma das mesas mais legais do sábado (só não ganhou do K-pop no meu coração, que irei dedicar um post todinho logo mais) e tratou sobre criadores de conteúdo que "cresceram" na internet e escolheram abrir a sua vida para o mundo, independente do hate levado ou não. Essa mesa teve a mediação da Frini Georgakopoulos que foi um espetáculo a parte, uma pessoa incrível e sensível, com questões muito pertinentes a serem discutidas, como qual é o conteúdo que os convidados escolhem compartilhar com seus seguidores e como isso tudo os afetou durante a vida.

Mesa sobre Romances de época, com Carina Rissi, Babi A. Sette e Paola Aleksandra, com a mediação de Larissa Siriani, no Espaço Missão.

É importante salientar o papel da FLIPOP em dar esse espaço para que os leitores tenham a oportunidade de conhecer e conversar com os autores que admiram. Erin teve sessão de autógrafos e respondeu à todos, mas não somente ela teve essa atitude. Nossos autores brasileiros também foram maravilhosos com seu público, os atendendo da melhor forma possível. Fiquei encantada com a proximidade que a FLIPOP proporciona, já que o clima dentro do evento é muito agradável, de amizade.

Muito obrigada Editora Seguinte pelo carinho de nos convidar, a experiência foi maravilhosa e desejamos que todos os leitores algum dia possam sentir o que senti no evento. Se vocês quiserem saber ainda mais do que rolou, posso fazer até um vídeo (já que gravei várias coisas por lá), é só comentar aqui em baixo!