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Mai19

Maria do Rosário Pedreira

Hoje é dia de crónica e aqui vai o link:

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/11-mai-2019/interior/roupa-velha-10879760.html

Para quem gosta de livros e fotografia, desde o início da semana que está patente na Galeria Carlos Paredes, nas instalações da Sociedade Portuguesa de Autores, uma exposição intitulada Por Amor aos Livros, de Inácio Ludgero. Bom fim-de-semana.

11 comentários

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    ASeve 24.05.2019

    Ó Paxeco era eu um menino e ainda me lembro de, num 2°.andar da Rua dos Sapateiros na baixa de Lisboa, comprar umas calças de veludo cotelê verde mar, em 2. mão. Esta roupa (sobretudo calças americanas,
    como as apelidávamos na altura) vinha, ao que parece, da América para "os pobres" mas deveria ser desviada e vendida. Já naquele tempo havia empreendedores....
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    António Luiz Pacheco 24.05.2019

    Ó Severino… chamava-se "roupa de fardo", se bem me recordo… vinha da América, e pode dizer-se que fizeram parte de uma parte da vida das pessoas!!!! Uma parte que, em minha opinião, não deveria ser esquecida, pois ainda somos um país pobre, só que não o percebemos. Ora os pobres só chegam a ricos de duas formas:
    1- Roubando… e isso já sabemos que é o que mais existe!
    2- Poupando, aforrando, usando bem o que se tem… assim é que se é verdadeiramente rico, não esbanjando. Isso deveria dar que pensar a muitas famílias, no poupar e usar bem em vez de usar e deitar fora para comprar mais e outras coisas.

    Aqui, ainda se vê essa roupa de fardo, andam "zungueiras" a vender pelas ruas, ou estão em exposição, penduradas em cordas aí nos mercados e beira de estrada!
    São roupas recolhidas gratuitamente na Europa, mas que acabam vendidas …

    Abraço e bom fim-de-semana!

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    ASeve 24.05.2019

    Mas olha que a malta que sabia onde se ia comprar aquela roupa usada não era propriamente gente pobre, eram, sobretudo, jovens (13/14 anos, mas que já trabalhava e estudava à noite) que gostavam de vestir outras roupas que em Portugal não havia e que vía no "Salut Les Copains", "Bravo" e outras revistas deste tipo.
    E, tal como salienta a MRP na crónica, sapatos só havia uns e as meias solas faziamnos durar, durar, durar e, repito não estou propriamente a falar de gente pobre. Os pobres, na generalidade, se não andavam descalços pelo menos não andavam bem calçados.
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    ASeve 24.05.2019

    faziam-nos
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    António Luiz Pacheco 24.05.2019

    Claro que sabiam… mas como bem dizes, eram coisas que aí em Portugal ou não havia , ou podiam comprar-se mais baratas. Não era estigma, nem desprezo ir ao "fardo" dos américas! Lembro-me de um amigo (aliás todo queque) ter comprado umas botas muitíssimo boas, de uma marca qualquer, que de outro modo só indo comprá-las aos EUA.

    É bom lembrar estas coisas!!!!!

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    António Luiz Pacheco 24.05.2019

    Quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano!
    Um adágio bem certo!
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    ASeve 24.05.2019

    E lembro-me do meu pai ir ao alfaiate mudar o fato do avesso (da frente para o avesso).
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