Se estiverem pelos lados de Coimbra, não percam isto logo à noite. O Fascismo dos Bons Homens é levado à cena pelo Trigo Limpo/Teatro ACERT, adaptado e encenado por Pompeu José a partir do romance A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe. É uma daquelas peças em que se entra a pensar na vidinha e se sai com um nó nas entranhas e o cérebro em velocidade furiosa. Não é um programa divertido para sexta-feira à noite? É capaz de não ser, mas desde Aristóteles que conhecemos a importância de uma catarse bem feita. Esta é assim mesmo, pronta para arriscar o abismo.
O Fascismo dos Bons Homens
teatro contemporâneo português, adaptação literária, catarse trágica, crítica social portuguesa
Texto originalmente publicado em Cadeirão Voltaire
