Resolvi ler Vida e Morte, a história de Crepúsculo reinventada, por causa da Semana Especial Clássicos Intrínseca que foi promovida aqui no blog. Obviamente escolhi meus vampiros preferidos para homenagear e me senti tão nostálgica que me deu uma baita vontade de reler a saga. Só que para variar um pouquinho, resolvi revisitar Forks através dos olhos de um protagonista meio diferente.
O enredo de Crepúsculo todo mundo conhece de cabo a rabo: a adolescente aparentemente sem graça que se muda para a casa do pai em uma cidade que odeia, Forks, e conhece o cara perfeito, dono de uma aparência incrível e dons sobrenaturais que fazem com que ele guarde um segredo terrível. O que acontece no decorrer das páginas todo mundo também sabe. Mas então, o que há de novo em Vida e Morte, afinal, já que Stephenie Meyer usou o mesmo enredo nessa obra? A autora simplesmente inverte o sexo de — quase — todos os personagens.
Então, apesar de termos a mestra trama do livro original, em Vida e Morte acompanhamos o amor entre Beau, o garoto que odeia frio e vai morar com o pai na cidade mais fria e chuvosa que existe no Universo, e Edythe, a vampira mais bonita de todas as vampiras existentes. Assim como os protagonistas, todos os personagens menos Charlie e Renée — há uma explicação no início para isso — se tornam novos personagens: Alice se torna Archie, Carlisle se torna Carine, Rosalie se torna Royal, Jacob se torna Jules e assim sucessivamente até com aquelas pessoas que eu nem me lembrava que existiam.
Eu gostei muito dessa nova versão, apesar de ter tido um problema muito grande com ela: não consegui de forma alguma associar os novos personagens com exceção de Beau e Edythe. Consegui criar uma nova imagem para esses dois, mas para os outros, por mais que eu tentasse, continuava imaginando Alice, Carlisle, Rosalie, Jacob, o que foi bem estranho e engraçado. Não sei se vocês entenderam muito bem, então para exemplificar: por mais que eu estivesse lendo o nome Archie ou Royal, mesmo sabendo que eram dois homens, eu insistia em enxergar Alice e Rosalie, duas mulheres.
Ah, vale lembrar que algumas passagens acabaram sofrendo modificações para se adequarem aos novos personagens, mas ainda acho que muita coisa poderia ter sido diferente. Por exemplo, achei hilário Edythe carregando Beau nas costas na cena da campina, mesmo sabendo que ela era uma vampira super mais forte que qualquer ser humano. No final, a própria autora deixou claro que essa ideia de mudar o sexo dos personagens surgiu para mostrar que a Bella não era uma moça indefesa, e sim um humano indefeso. Ainda assim, no fim das contas, apesar de Beau ter herdado a sensibilidade e a falta de coordenação da Bella, senti que ele não foi descrito tão quebradiço quanto nossa protagonista feminina foi...
O mais engraçado de tudo isso foi realmente ter tido uma experiência totalmente diferente, o que se deu, muito provavelmente, por algumas escolhas diferentes que Stephenie Meyer fez em relação ao destino do nosso narrador e protagonista — e sim, vocês só vão descobrir o que é se derem uma chance. Reafirmando, me surpreendi bastante com Vida e Morte, mas não trocaria a boa e velha versão original com Bella e Edward por nada nesse mundo.
Título Original: Life and Death ✦ Autora: Stephenie Meyer ✦ Páginas: 391
Tradução: Regiane Winarski e Ryta Vinagre ✦ Editora: Intrínseca
