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Mai23

Maria do Rosário Pedreira

O que não falta por aí são prémios literários, dos simbólicos e de pequeno porte aos valiosos e renomados. Mas prémios para uma carreira são menos, e menos serão as carreiras que os merecem. Porém, há obras que os justificam cabalmente, como é o caso da da escritora Lídia Jorge, de grande dimensão, diversificada e significativa, e traduzida em vários países. E tanto assim é que a escritora algarvia acaba de receber o Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, promovido conjuntamente pelo município de Braga e a Associação Portuguesa de Escritores (APE). O prémio é bienal e, na primeira edição, que ocorreu em 2021, o contemplado foi o grande ensaísta e tradutor João Barrento, um germanófilo incorrigível que tem feito maravilhas por todos nós. Na altura da entrega, o presidente da APE, José Manuel Mendes, falou da importância de associar o nome de Vítor Aguiar e Silva, Prémio Camões em 2020, a este prémio de carreira, homenageando assim o grande catedrático da Universidade do Minho e especialista em Teoria da Literatura ao mesmo tempo que distingue a vida literária de um outro autor. Como se costuma dizer, um belo 2 em 1. Desta feita, parabéns a Lídia Jorge e à Língua Portuguesa, cujo dia é hoje.