Irrita-me solenemente as casas de banho públicas que não têm um cabide na porta - não é algo que vá custar muito mais ao construtor, é só um pedaço de metal...Mas faz bastante jeito. E o tamanho que algumas têm? Uma pessoa ter de ser ajeitar num desses cubículos com malas e livros, a sangrar com se tivesse tido um encontro imediato com o Freddie Kruger no corredor e quando só se tem cinco ou dez minutos livres é dose. Depois há o problema das torneiras: é cada figurinha a tentar descobrir como aquilo se usa - uma vez estive numa em que o mecanismo se accionava com os pés! Deviam fazer casas de banho com o mínimo de espaço e fáceis de usar. Já agora podiam inventar uma maneira dos pensos não fazerem barulho quando se tira do plástico - é que às vezes é um bocado embaraçoso se bem que não temos grande razão de queixa, olhem o artigo que encontrei hoje: O "estigma da menstruação não permite que muitas raparigas de países pobres vão à escola”. Não é adorável o século XXI? Amanhã já digo quantos seguidores perdi por falar disto aqui.
Coisas da vida
estigma da menstruação, acessibilidade em espaços públicos, saúde reprodutiva feminina, desigualdade educacional em países em desenvolvimento
Texto originalmente publicado em Desabafos Agridoces