Não sei o que se anda a passar, mas ando com muita mais vontade de ver filmes do que séries este ano (até ver). Ainda tenho alguns dos Oscars para ver (Ainda Estou Aqui e A Complete Unknown, principalmente), mas por agora venho falar-vos destes (tecnicamente, um deles é dos Oscars... ninguém falou no ano).

Companion

É um filme que tem algumas pequenas reviravoltas para quem não sabe muito sobre ele; uma delas surpreendeu-me, a outra - a principal - já sabia e acho que teria sido mais engraçado se não soubesse. Por isso, não vos vou contar a história, vou só dizer que é uma espécie de thriller psicológico de ficção científica. E aconselho a não verem sequer o trailer (que revela essa reviravolta), no entanto, o teaser trailer não tem esse problema, se quiserem ver.

Gostei bastante do filme, traz tensão na medida certa e a cinematografia não é das piores. Acho que sabe segurar bastante bem a narrativa e até criar momentos que parecem mudar o rumo da história. A Sophie Thatcher está bastante bem; apesar de ter visto imagens do cartaz, não me tinha apercebido que era ela até ter começado o filme. Recomendo!

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Whiplash

Mais vale tarde que nunca, certo? Achei este filme bastante bom. Tanto o J.K. Simmons como o Miles Teller estão absolutamente incríveis.

O filme é exímio a dar-nos tanta tensão e ansiedade quanto é suposto sentir. É bastante desconfortável assistir à toxicidade com que professor trata alunos e é ainda mais desconfortável (e até angustiante) assistir à forma como Andrew se leva, psicológica e fisicamente, para lá da exaustão para tentar atingir aquilo que mais ambiciona. Assistimos a uma relação muito desigual onde uma pessoa claramente exerce e abusa do grande poder que tem sobre outra, e vemos a forma como isso afeta a vida e a saúde desta última. Aliás, achei bastante interessante a forma como Andrew quase foi (ou pareceu), pelo menos, 3 pessoas diferentes no mesmo filme, conforme a fase da sua vida (e desta relação académica) em que se encontrava.

E claro, sendo um filme envolto em música - mais concretamente, focado em jazz e bateria -, o trabalho de som está excelente. Ah, e tem provavelmente um dos melhores finais que já vi na história do cinema. Estou chocada com os parcos prémios e nomeações que teve nos Oscars em 2015 (e como é que não esteve sequer nomeado para Melhor Filme).

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