Título Original: Maybe Someday
Autora: Colleen Hoover
Páginas: 368
Tradução: Natalie Gerhardt
Editora: Galera Record
Livro recebido em parceria com a editora
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Desde que eu li Nunca Jamais, livro que a autora escreveu com a Tarryn Fisher, eu simplesmente decidi que leria tudo o que eu pudesse dessa mulher. Quando vi esse livro no catálogo da Galera, não tive dúvidas de que seria um dos meus escolhidos. Gente, eu simplesmente devorei essa história, não consegui parar de ler até terminar. Tem algo na escrita da Coleen Hoover que não dá para você simplesmente ir fazer outra coisa antes de saber o final.
Imagina só que, no seu aniversário de 22 anos, ao invés de ganhar uma festa surpresa e vários presentes do amigos, você acaba de descobrir que o seu namorado de dois anos está te traindo com a sua melhor amiga que divide o apartamento com você. Não dá para imaginar, né? Pois é justamente isso o que acontece com Sydney. Se não fosse por Ridge, a menina teria ficado jogada ao léu no meio de uma chuva de lascar, sem namorado, sem amiga, sem emprego, sem um lugar para morar e com 22 anos nas costas.
Toda a história começa duas semanas antes, quando ela finalmente "conhece" Ridge. Conhecer é uma palavra muito forte, já que o máximo que eles tinham feito, até então, fora trocar algumas mensagens de texto pelo celular. O motivo disso era o fato de Ridge, um músico super talentoso, estar sofrendo um bloqueio criativo enorme e sua última esperança está em Syd. Todos os dias às 20h, Ridge tocava suas canções na varanda do seu apartamento e, sem perceber, Sydney cantarolava letras para as melodias. É a partir daí que o relacionamento entre os dois começa a tomar forma.
A narrativa é feita sob o ponto de vista de Sydney e Ridge e começa a ficar realmente interessante a partir do momento em que a garota começa a viver com o cara que ela sempre admirou em segredo. Como o livro é inserido em um universo musical e os dois se aproximam por tal motivo, começamos a ver o sentimento deles nascendo através das músicas que escrevem juntos. O que eu mais gosto nos livros da Coleen é o fato de ela conseguir fazer algo a mais em seus triângulos amorosos. Não é apenas um desejo carnal que os personagens sentem um pelo outro, mas começa realmente a nascer algo dentro deles que nem eles conseguiriam explicar.
Warren liga o carro, pega a minha mão e a aperta de leve.
— Hoje foi um dia ruim, Syd. Um dia muito, muito, muito ruim. Algumas vezes na vida a gente precisa de dias ruins para manter os bons em perspectiva. (p. 279)
É claro que, em um triângulo amoroso, alguém sempre sai machucado. Acho que fiquei muito chateada pela outra parte envolvida porque ela é uma personagem incrível, até torci um pouco para que Ridge e Maggie ficassem juntos, no final das contas. Mas é impossível julgar Sydney e Ridge, principalmente porque eles lutam com todas as forças para impedir o que está acontecendo entre eles, porém não nego que me sentia um pouco incomodada: Sydney, que acabou de ser traída, está quase se colocando na posição de traidora. Infelizmente (ou felizmente, não sei), a gente não consegue mandar no coração, a gente não consegue impedir essas coisas.
Ridge, Sydney, Maggie, Warren e até mesmo a Bridgette são personagens muito cativantes, me apeguei a cada um deles, mas Warren foi o que mais tomou espaço no meu coraçãozinho graças ao seu jeito brincalhão. Apesar disso, não consigo negar que Ridge é de longe o personagem melhor construído. Não sei se isso é considerado um spoiler, mas Ridge é totalmente surdo e o fato de ele conseguir tocar e de sentir a música de uma forma diferente de nós me fez ficar totalmente admirada.
E por falar em música, as letras escritas pela dupla são a coisas mais fofas do mundo! E sabe o que é melhor? A autora fez uma parceria para lá de maravilhosa com o músico Griffin Peterson e nos presenteou com as músicas. A playlist de Talvez Um Dia pode ser ouvida no site oficial (no livro, há uma nota da autora falando um pouco sobre as músicas e um QR Code para acessá-las direto do celular) e uma dica que dou para quem quiser se apaixonar por essa história assim como eu, é que leia o livro ouvindo a playlist, faz toda diferença.
Coleen Hoover é uma autora capaz de fazer a gente amar aqueles clichês que a gente jura que detesta porque escreve bem para caramba, porque sempre cria algo a mais. Essa é mais uma daquelas resenhas em que sinto que ainda tenho muito o que dizer, mas não sei como. Enfim, Talvez Um Dia é um daqueles livros que eu quero que todo mundo leia para que sintam as mesmas coisas que eu senti e sim, esse é o meu pedido: LEIA. ESSE. LIVRO.
