Faminto como o fogo dos teus olhos
Dos óleos seminais de Prometeu
É o mel incandescente dos teus lábios
Que sábios me constelam velozmente;

Famintas são as luzes de teu ventre
Que adentre o inferno rubro do teu seio
E em meio as madrugadas mais devassas
Me embraçam com quimeras adoçadas.

Os sutras revelados nos teus dedos
Já cedo me transcrevem mil delírios
Dos lírios mais lascivos sob a Lua
Tão nua quanto a aurora do teu corpo;

Do pólen transpirante da luxúria
E a fúria que respinga dos teus beijos
Flamejam as essências mais selvagens
- Imagens da Serpente em transcendência!

Fonte da foto: http://baudeespeciarias.blogspot.com/2008/06/vajra-moon.html