Era como se a sua família o estivesse a ajudar, apesar de não estar ali. Recordou-se de como tomara conta do irmãozinho, Kuol, mas também sabia como era ter de escutar os mais velhos, Ariik e Ring. E lembrava-se bem da docilidade as irmãs, da força do pai, dos cuidados da mãe.

  Acima de tudo, recordava-se de como o tio o encorajara no deserto.

  Um passo de cada vez…um dia de cada vez. É só hoje…é só preciso ultrapassar o dia de hoje…

  Dizia aquilo a si próprio todos os dias. E dizia-o também aos rapazes do grupo.

  Assim, um dia de cada vez, o grupo chegou ao Quénia.

  Mais de mil e duzentos rapazes chegaram em segurança.

  Levou-lhes um ano e meio.


em "Um Longo Caminho para a Água" de Linda Sue Park, págs. 74 e 75