Depois da leitura de "No teu deserto" acabei por pesquisar um pouco sobre este escritor sobre o qual, já conhecia um pouco do trabalho mas como jornalista, e não propriamente como escritor.

Miguel Andresen de Sousa Tavares, nasceu a 25 de junho de 1952 e é filho de Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado e jornalista Francisco de Sousa Tavares. Apesar de se ter licenciado em Direito, acabou por abdicar dessa carreira definitivamente, para se dedicar em exclusivo ao jornalismo.

Entrou para a RTP em 1978. "Foi um dos fundadores da revista Grande Reportagem em 1989, publicação da qual se tornou director logo no ano seguinte" e onde se manteve por 10 anos. "Ainda em 1989, Miguel Sousa Tavares foi diretor da revista Sábado, publicação generalista que havia sido lançada no ano anterior por Pedro Santana Lopes," onde se manteve por pouco tempo.

Escreveu também para "o jornal Público, desde que este foi lançado em 1990 até ao início de 2002. Ao mesmo tempo, foi assinando crónicas noutras publicações como o jornal desportivo A Bola, na revista feminina Máxima e no jornal on-line Diário Digital."

Recebeu diversos "prémios como repórter, entre os quais o Grande Prémio de Jornalismo do Clube Português de Imprensa e o Tucano de Ouro, 1º Prémio de reportagem televisiva no FestRio-Festival de Televisão e Cinema do Rio de Janeiro." 

Esteve na SIC, "onde apresentou programas de informação como Crossfire," onde trabalhava com a saudosa Margarida Marante e o programa "20 anos, 20 nomes que foi uma série de vinte entrevistas com personalidades importantes da nova história portuguesa."

Em 1999, "Miguel Sousa Tavares ingressou na TVI e apresentou Em Legítima Defesa. Em setembro de 2000, estreou-se como comentador fixo do Jornal Nacional da TVI, onde passou a marcar presença semanalmente às terças-feiras, para abordar a atualidade nacional e internacional."

Em 2010, volta "para a SIC com Sinais de Fogo, um programa semanal que tinha como propósito comentar o universo político do país," e onde ficou até 2021. Em 2023, voltou para a TVI, onde ainda se encontra atualmente como comentador residente. Em ambas as estações, as opiniões do comentador nem sempre reúnem consenso, com várias frases e opiniões polémicas.

Quanto à sua obra, Miguel Sousa Tavares já publicou vários livros, na sua maioria, crónicas. O seu primeiro livro foi Sahara, a República da Areia, o qual nasceu de uma reportagem e foi editado em 1985. Dez anos volvidos, seguiu-se uma coleção de escritos políticos: Um Nómada no Oásis, e um conto infantil: O Segredo do Rio.

Em 1998 publicou um livro de crónicas de viagens intitulado Sul e, em 2001, faz o seu ingresso na ficção com "Não te Deixarei Morrer David Crockett, que reuniu os escritos da revista Máxima. Neste último ano, foi também editado Anos Perdidos, uma coleção de crónicas dedicada aos governos de António Guterres entre 1995 e 2001."

Em 2003, publica pela primeira vez Equador, um romance que teve um enorme sucesso e que foi "traduzido em 12 línguas e editado em cerca de 30 países, com adaptação televisa em Portugal e no Brasil." Em 2007, segue-se Rio das Flores. Em 2009, publicou No Teu Deserto, e em 2010, Ukuhamba – Manhã de África. Segue-se no mesmo ano Ismael e Chopin. Em 2013, apresenta Madrugada Suja, e no ano seguinte, surge com Não se encontra o que se procura.

Fontes: