Outro livro já super-hiper-mega referido que foi até o vencedor do Prémio livro do ano Bertrand em 2022.
Fiquei curiosa por o ler exatamente por ter sido tantas vezes referenciado ao dos últimos dois anos. Achei este livro doce, um réstio de esperança que muitas vezes com o stress do dia a dia nem o vemos, andamos em modo piloto e a vida passa por nós sem nos apercebermos a 100%.
Este livro retrata a história de uma guarda de um cemitério, que nos permite conhecer a sua jornada antes e depois de ter chegado ao cemitério, bem como histórias de várias pessoas, contadas pelos vivos, mas que se referem também aos seus mortos (como ela gosta de referir). A sua casa no cemitério funcionava como um confessionário, havia sempre um ombro amigo, o de Violette, e uma bebida quente, ou uma bebida que a alma estivesse a precisar para afogar as mágoas.
Confesso que no início, nas primeiras páginas não me estava a despertar atenção e a ser pouco interessante, mas conforme as páginas foram avançando queria ler mais e mais e saber como tinha sido a vida desta querida Violette. Há uma reviravolta surpreendente, o momento, em que pelo menos a mim me fez pensar “Tenho dito tudo o que devo e preciso de dizer às pessoas que gosto?”. Este livro tem várias partes em que nos faz pensar e perceber que tanto a vida como a morte podem ser surpreendentes. A vida porque embora nos pareça injusta traz-nos tudo o que precisamos nos momentos certos, muitas vezes nós próprios é que não sabemos lidar com isso, mas mais tarde percebemos que foi no momento certo que determinada coisa surgiu ou aconteceu. A morte, pode estar em qualquer lado e onde menos se espera, e não falo apenas da nossa própria morte, mas sim do que nos rodeiam e gostamos, que cada um há sua maneira faz parte de nós.
É uma leitura sobre a capacidade de superação, ou melhor, de todas as fases que culminam na superação, perceber que quando menos se espera há algo que nos ajuda a superar um pouco mais aquilo que estamos a passar e que no fim o bem e o amor acabam sempre por vir ao de cima e ser o que realmente importa. Mostra também que todos estamos a tempo de amar seja em que altura for.
Breve descrição da autora do livro
Valérie Perrin

Escritora francesa, roteirista e fotógrafa. Nasceu em França, a sua carreira começou como roteirista em 2014 e lançou o seu primeiro livro em 2015, que recebeu vários prémios nomeadamente Booksellers Choice Award, Chronos Award, National Lion’s Prize for Literature e o Prix du Premier Roman.
“A Breve vida das flores” foi o seu segundo romance publicado em 2018 e em 2020 foi traduzido para inglês para a Europa Editions, o que levou a todo o reconhecimento internacional. Este livro recebeu dois prémios “Maison de la Presse” e “Les Livres de Poche Reader’s Prize”. Em 2021, publicou o seu terceiro romance “Trois”.
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