O livro “Olá, Linda” é o primeiro que leio desta autora, mas confesso que me conquistou. Neste livro todos os capítulos são contados por cada uma das personagens principais, ao início pensei que alguns pontos da história se pudessem repetir por esse motivo mas enganei-me. A história avança, é apenas contada da perspectiva de cada uma das personagens. 

Trata-se da história da família Padavano constituída por seis pessoas, mãe Rosa, pai Charlie, e as suas quatro filhas Júlia, Sylvie e as gêmeas Cecelia e Emeline. Para além deles existe William Waters, um rapaz que cresceu numa família (pai e mãe) disfuncional por uma catástrofe do passado que nenhum conseguiu ultrapassar. 

A história começa quando William decide ir estudar para longe dos pais e conhece Julia, a mais velha das irmãs Padavano. Com o passar do tempo e por os problemas de William não estarem bem resolvidos, os mesmo vem ao de cima e quase ditam o final da sua vida. Mas há toda uma reviravolta, não só não acabam como ele, como lhe permitem ter um recomeço. Em resumo William acaba por ter duas histórias diferentes com duas das irmãs Padavano, com uma ficam ao descoberto todos os seus tormentos e com a outrateve a possibilidade de os resolver e viver uma vida feliz como ele não sabia ser possível. Estas relações provocaram um afastamento das irmãs, Julia e Sylvie, que tinham sido as mais próximas desde pequenas, mas no final todas as desavenças foram ultrapassadas e a família fic ou outra vez, mais ou menos unida. Digo mais ou menos, porque cada partida do livro, significa também uma chegada e a família teve de se adaptar e conseguir ligar com todas estas partidas e chegadas, nascimentos e mortes. 

O maior ensinamento deste livro é que devemos aproveitar a companhia das pessoas enquanto as mesmas estão vivas e que não devemos olhar para os outros como queremos que eles sejam mas sim ver quem realmente são e amá-los ou não exatamente pelo que são. Isto porque podemos cair no erro de amar o que imaginamos e idealizamos para a pessoa, passando por cima do que a mesma sente e acabar por ser infelizes e fazer os outros também infelizes.

O que mais me questionava antes de começar a ler este livro era o nome do mesmo e depois percebi que “Olá, Linda” era a forma carinhosa como o pai saudava as filhas sempre que as via. 

A autora aborda vários temas, alguns que ainda têm impacto na sociedade, depressão e homossexualidade, e outros que são apenas do tempo em que foi escrita a história, filhos antes do casamento e divórcios. E um tema que é transversal a todos os teus “o quê que os vizinhos vão dizer?!”  Recomendo este livro a todas as pessoas que não têm problemas em abordar estes temas, que gostem de romances, sobretudo romances inesperados, e, por fim, que não tenham medo de chorar com um livro.

Breve descrição da autora do livro

Ann Napolitano

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Ann Napolitano é uma escritora americana, com quatro romances publicados de sucesso. Obteve um MFA na Universidade de Nova Iorque e ensinou escrita de ficção para o programa MFA na Brooklyn College e no Gotham Writers Workshop.  Foi também escritora associada de 2014 a 2020 na One Story. 

Em 2019, foi nomeada para o prémio Simpson/Joyce Carol Oates. Os seus romances com mais apreciações da crítica foram “Querido Edward”, bestseller, considerado um dos melhores romances de 2020, e o “Olá, Linda” 100ª  escolha Oprah’s Book Club e esteve no top 10 do New York Times.  Para além destes livros escreveu “Ao Alcance do braço” e “Um bom olhar duro”.

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