14
Mar22
Maria do Rosário Pedreira
Li com surpresa e contentamento (apesar de o pão actualmente não saber a nada...) que se consumiram menos 26,5 toneladas de sal e menos 6256 toneladas de açúcar nos últimos três anos em Portugal. Realmente, o facto de se terem retirado dos refeitórios escolares coisas que faziam muito mal e engordavam imenso foi uma excelente medida, sobretudo porque os jovens portugueses, com essa mania de viverem dentro de casa a jogar no computador, estavam a tornar-se perigosamente obesos... Mas, segundo leio noutro artigo, não pode ter sido apenas um conjunto de restrições o responsável pelo decréscimo do consumo de pizas ou leite achocolatado. O programa para a promoção e alimentação saudável está de facto a chegar finalmente às pessoas, e a literacia, como agora se diz, está a permitir que muitos dos que antes não pescavam nada do assunto agora consigam compreender o que lêem; e entendam que têm de olhar para os filhos logo desde pequenos e perceber que, se evitarem dar-lhes certo tipo de alimentos, prevenirão a sua obesidade futura. Reparem que até num caso que é tão prosaico (como este da comida) «ler» e «compreender o que se lê» é fundamental. O único problema é que quem titula o artigo diz «Se intervirmos» em vez de «Se interviermos» e então o melhor é que quem quer ser lido e compreendido aprenda a sua língua antes de se pôr a escrever para os outros... Por isso, fomentem a leitura desde cedo e, na mesmíssima medida, não dêem sal e açúcar em excesso à miudagem. Um livro, por muito açucarado ou salgado que seja, não é prejudicial. Um erro num título do jornal sim.