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Nov25
Maria do Rosário Pedreira
Para mim, a Fundação Calouste Gulbenkian foi sempre uma referência, não só em termos do apoio às artes e à cultura, mas também do ponto de vista social com o seu programa educativo. Na semana passada, o jornal Público trazia, de resto, mais uma boa notícia sobre um projecto que visa dar aos alunos de bairros desfavorecidos oportunidades iguais às que têm os filhos das famílias sem problemas financeiros. Como? Pois bem, a Fundação acha que os resultados escolares podem mudar nos bairros ditos problemáticos se os estudantes usufruírem de explicações; e está a recrutar professores e a escolher alunos para participarem da experiência. Os locais, para já, que vão receber estes Centros de Estudo Gulbenkian serão o Bairro Padre Cruz (Lisboa), o Bairro do Zambujal (Amadora) e o Vale da Amoreira (Moita); mas a ideia é, se os objectivos se cumprirem, estender a experiência a outros bairros carenciados. As crianças e jovens envolvidos neste primeiro ano serão à roda de 90, do 4.º ao 12.º ano. A Fundação tem uma relação próxima com as escolas destes bairros e pretende transformar alunos "invisíveis" em melhores alunos e alunos mais interessados, já que, além das explicações, proporcionará actividades culturais fora do local de residência e desenvolverá um programa de mentoria com pessoas que são modelos de referência. Aplaudo a iniciativa. Bendita Gulbenkian.