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Nov25
Maria do Rosário Pedreira
Umas das boas surpresas de 2025 foi o aparecimento de Luísa Sobral como escritora de romances. Digo isto assim porque a Luísa, antes do romance que publicou em fevereiro e já vai em mais de uma dúzia de edições, já era na verdade uma escritora, só que de canções. Acredito que passar do registo curto para o mais longo não lhe tenha sido exactamente fácil; em todo o caso, as suas canções já eram histórias e, como tal, serviram certamente de treino para este mergulho na ficção mais longa. Aliás, Luísa Sobral conta muitas vezes como o seu romance nasceu de uma história verdadeira sobre a qual começou por escrever uma canção. Mas não bastou, e ainda bem. Foi para mim, editora, e para os muitos leitores, aquilo a que se chama uma estreia feliz, embora o livro não trate propriamente de felicidade. Ora, para quem ainda não conhece Nem Todas as Árvores Morrem de Pé, recomendo que o leiam. E, se estiverem para os lados de Santiago do Cacém, podem assistir neste sábado, no âmbito da programação do Outono Literário, a uma conversa entre a autora e o jornalista João Morales, esse homem dos sete ofícios que consegue estar em todo o lado, sobre a dita obra, na Biblioteca Manuel José do Tojal, em Santo André. Será às 16h00.
![Cartaz-Luísa Sobral[64].jpg](https://fotos.web.sapo.io/i/B9718e42a/22821868_HdIum.jpeg)