Em tardes que se fecham no ocidente
E extinguem para sempre a sua chama,
A lira da existência já derrama
As notas do meu curso decadente;

No fundo destes céus da minha mente,
A Lua da tristeza já se inflama
Mostrando os olhos vis da negra dama
Que há de consumir-me lentamente;

Os ares que circundam a atmosfera
Transformam-se na brisa mais austera
Que envolve a minha alma em sopro triste;

Ao canto das estrelas apagadas,
Me perco nas silentes madrugadas
Da vida cujo Sol não mais existe.

Carlos André, 16/1/09

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