Olá, leitores.
Meu estilo literário, drama, não tinha como não ser #livrosfavoritos do ano. Muito bem escrito, com uma protagonista incrível, saber que é uma #autobiografia me dilacerou um pouco. Um livro cultural, sobre ser mulher na África e ser uma mulher negra na Europa dos anos 60, não entendendo suas escolhas e paradoxalmente entendendo seu modo de pensar, ainda que diferente do modo ocidental, Adah, assim como a autora, nunca tiveram o reconhecimento que mereciam. A raiva pelo racismo e machismo que ela sofre desde o seu nascimento, o desamparo familiar, às imposições culturais e o relacionamento abusivo tornam a #leitura sensível. Seu amor incondicional aos filhos, sua força de trabalho e sua perseverança são impressionantes, mas nos remetem à injustiça disso. Desejo ler outros trabalhos da autora.

Na Nigéria dos anos 60, Adah precisa lutar contra todo tipo de opressão cultural que recai sobre as mulheres. Nesse cenário, a estratégia para conquistar uma vida mais independente para si e seus filhos é a imigração para Londres. O que ela não esperava era encontrar, em um país visto por muitos nigerianos como uma espécie de terra prometida, novos obstáculos tão desafiadores quanto os da terra natal. Além do racismo e da xenofobia que Adah até então não sabia existir, ela se depara com uma recepção nada acolhedora de seus próprios compatriotas, enfrenta a dominação do marido e a violência doméstica e aprende que, dos cidadãos de segunda classe, espera-se apenas submissão.

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Beijos e até mais 📚.