Bacante!Tu me chamas, com ironia!

(Ressentimento)

Bacante! Tu me chamas, com ironia
Perdida e só no pélago da vida,

Nas alvacentas brumas, tão vencida!

Um simulacro só, sem galhardia!

Mísera nau, ao léu, sem luz do dia!

Assim me tens, bacante, só, perdida...

E que lasciva, nua, desmedida,

Tão sem pudor, se entrega à luxúria!

No teu olhar não vejo mais o lume,

Daquele amor que fora meu antanho

Ficou tristonho, sem alumbramento!

Não sou bacante, ou vinho que se escume,

Em qualquer boca impura d'um estranho!

No coração só tens ressentimento!