08
Jul20
Maria do Rosário Pedreira
Não sei se sabem, mas se andam atentos à comunicação social, saberão que este é o ano do centenário de Amália Rodrigues, que era o nome português mais sonante no estrangeiro quando eu era pequena (equivalente a Cristiano Ronaldo nos nossos dias). Amália nasceu a 1 de Julho, mas só foi registada mais tarde; e dizia que era bom, porque podia celebrar duas vezes o aniversário. Mas desde o início deste mês que não param de acontecer coisas à roda da estrela, desde um concerto excepcional que integrou 100 guitarristas que tocaram fados que a diva cantava até à saída de vários livros que oferecem perspectivas novas de Amália, como o desenvolvimento de uma reportagem da Visão da autoria de Miguel Carvalho, em que se revela que Amália, que tantos ligavam ao regime, apoiou inclusivamente com dinheiro o Partido Comunista. O livro chama-se Amália, Ditadura e Revolução e tem por subtítulo A História Secreta. Cem anos depois, ainda há segredos a descobrir sobre esta que é a maior voz portuguesa de sempre.
Para ir na onda, vou sugerir o livro Para Uma História do Fado, de Rui Vieira Nery, no qual Amália ocupa um papel preponderante. Um interessantíssimo estudo do musicólogo.