Pálida Donzela

Oh! Pálida donzela, amo-te tanto!

Esmaece junto ao tétrico chorar

A tristura que jaz em meu olhar,

Quando contemplo teu eterno encanto!

Dissipaste-me o gélido quebranto,

Que por muito habitara como lar

Uma alma que assaz não pudera amar,

Vivendo sempre imersa em triste pranto...

Sonho contigo, e que tenho tua vênia

Para beijar-te a bela face branca,

E sentir o amor que mi'a dor arranca;

Sinto que és a flor duma velha nênia,

Que me surgiste na alva solidão,

Pra de amor preencher-me o coração!

Renan Caíque