
Olá, leitores.
Esse #livro foi atípico pra mim. Comprei ano passado, comecei a ler em novembro, mas não estava fluindo. Acho que não era o momento. Parei. Voltei a ler mês passado, somente em casa, por ser pesado pra carregar. E consegui sentir toda sua magnitude. Uma obra que fala sobre ser mulher no século passado. Fatos históricos de Pernambuco, Rio de janeiro e Estados Unidos. Duas Marias, de mundos tão diferentes, das Graças, a patroa, das Dores, a empregada. Duas meninas, adolescentes e mulheres lutando por um sonho. Música. O samba é o enredo quase principal. Temos através das memórias de Das Dores, sua vida e de sua melhor parceira e amiga contadas de forma detalhada. Vinícius também é importante, assim como o Bando Azul e Madame Lúcifer. Gostei de todos os personagens. O vilão é o pai de Graça. Ainda que em alguns momentos a odiei também. As músicas criadas são lindas.
Nascida na miséria e abandonada pela mãe, Das Dores tem uma infância difícil trabalhando como ajudante de cozinha num grande engenho de açúcar em Pernambuco, nos anos 1930. Um dia, a chegada de uma menina muda tudo. Graça, a filha mimada do novo senhor da fazenda, é esperta, bem-alimentada, bonita e encantadoramente mal comportada. Vindas de mundos tão diferentes, elas constroem uma amizade que nasce das travessuras em dupla, floresce em seu amor pela música e marca para sempre sua vida e seu destino. Quando não conseguem suportar o que o futuro no engenho lhes reserva, elas fogem para o Rio de Janeiro em busca de uma carreira como divas do rádio. Mas só uma está destinada a se tornar uma estrela. À outra restam os bastidores, longe das atenções e do reconhecimento do público. Começando no Nordeste e passando pelas ruas da Lapa, no Rio de Janeiro, e pela Los Angeles da Era de Ouro hollywoodiana, Tempo de graça, tempo de dor é o comovente retrato de uma amizade inabalável, marcada pelo orgulho, pela rivalidade e pelo ressentimento. Escrito em forma de memórias, conta as alegrias e o lado sombrio do relacionamento de duas mulheres que encontram na música, e às vezes uma na outra, o sentido da própria existência.
Beijos e até mais 📚