15
Nov22
Maria do Rosário Pedreira
Num país como o nosso, em que o arco da governação oscila quase sempre entre dois partidos, o PSD e o PS, na Cultura ora temos secretário de Estado, ora ministro, conforme o governo é mais à direita ou mais à esquerda. O actual ministro conseguiu que o seu pecúlio crescesse em relação ao da sua antecessora; mas, sendo Portugal um país com pouca gente, e ainda com menos público para a Cultura (basta ver quem lê os clássicos), se não for o Estado a apoiar as letras, as artes e os espectáculos, seria completamente impossível levar a cabo algumas actividades (o cinema, certas produções teatrais, óperas internacionais ou mesmo exposições que implicam trazer peças de fora com seguros muito caros). Porém, «descentralizar» tem sido essencial e parece que o minstro em funções quer andar pelo País e não ficar apenas em Lisboa, onde se diz que se passa quase tudo. Talvez assim mudem algumas coisas, talvez não... Leio que, no Reino Unido, para corrigir as assimetrias do País, Londres vai levar uma talhada brutal no apoio às artes, quase 40 milhões de euros, que vão ser realocados em cidades e vilas que habitualmente são «subfinanciadas». Veremos o que acontece por cá. Em Londres já está tudo a piar...