O meu caminho é o meu ninho
Durmo nas paredes mais largas, cubro-me das folhas que sobraram da última estação, sento-me em sobras de troncos, respiro a aragem deixada pelo voo dos pássaros e vivo.
Estou só e ferida.
Os gatos arranharam-me numa brincadeira perigosa; os pássaros debicaram-me aflitos e tu não apareceste para me salvar da intensa exposição solar.
Luísa Ribeiro é uma poeta natural de Angra do Heroísmo e nasceu em 1960

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