Por José Reinaldo do Nascimento Filho
Reli um conto do romancista, diplomata e dramaturgo uruguaio, Horácio Quiroga (1878 – 1937): A Almofada de penas. Já havia lido, também, alguma coisa sobre a vida desse escritor na nova edição da Abril Coleções, e lembro-me, claramente, da minha solitária reação. Vejam os porquês:
“Sua vida foi marcada por acontecimentos trágicos — a morte violenta do pai, o suicídio do padrasto, o falecimento de dois de seus irmãos, o suicídio da primeira esposa e, posteriormente à sua morte, também por suicídio ao saber que sofria de um câncer gástrico, seus três filhos se suicidaram”.
O conto narra a história do casal Alicia e Jordão. Após o tão esperado casamento e da mudança de vida para o palácio encantado, a esposa, acometida de uma anemia agudíssima, completamente inexplicável, começa a caminhar vagarosamente para a morte.
O contista nos diz muito pouco nesse curtíssimo e bem aproveitado conto. Todas as palavras utilizadas causam a interessante impressão de que ele realmente as escolheu a dedo.
Pois bem, não obstante toda a riqueza inerente ao conto aqui comentado, não é pelo Quiroga que escrevo especificamente esse post, mas sobre o que o seu conto me trouxe à mente. Nesse sentido: vocês conhecem a história de Genelice de Carvalho Déda Mendonça?
Peço, encarecidamente: vejam a sua história, e se admirem com todas as suas semelhanças e peculiaridades dramáticas e romanescas (e, principalmente, trágicas), com o conto do uruguaio.
Não tecerei nenhum comentário sobre a história em si e muito menos a respeito da personagem principal; contudo, deixarei aqui um pedido a todo aquele que conheceu a protagonista – como também a historieta tragicômica relacionada aos motivos que fizeram a mim, formado em Licenciatura em História pela Universidade Federal de Sergipe, construir esse vídeo: façam os seus valiosos comentários.
Ps: O vídeo também é de José Leonardo Ribeiro Nascimento, meu irmão.
