04
Nov20
Maria do Rosário Pedreira
Não, não estou a falar desse prato muito apreciado a norte e conhecido popularmente por "tripas", embora acredite que até não desgoste dele o escritor a quem dedico o post de hoje, uma vez que sempre gostou da cozinha típica portuguesa. "Dobradinha" é um termo que também tem aplicação futebolística, modalidade igualmente do agrado do escritor em causa. Mas hoje a palavra interessa-me sobretudo para dizer que Francisco José Viegas (sim, é ele) conseguiu a proeza de, com A Luz de Pequim, o seu mais recente romance, ganhar a dobrar: não só foi contemplado com o Prémio Literário Fernando Namora, da Sociedade Estoril Sol, como também com o PEN Narrativa 2020. Agora é que se pode mesmo dizer: é obra! Entrevistado pela Renascença, o autor bi-galardoado agradeceu ao inspector Jaime Ramos (o investigador que é há trinta anos protagonista dos seus livros) e confessou-se acima de tudo um contador de histórias. O júri do Prémio Fernando Namora tinha como finalistas, além do romance vencedor, As Crianças Invisíveis, de Patrícia Reis, Quando Servi Gil Vicente, de João Reis, Filho da Mãe, de Hugo Gonçalves, e A Visão das Plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida. Estes dois últimos eram também finalistas do PEN Narrativa, juntamente com Tríptico da Salvação,de Mário Cláudio (que venceu o Prémio APE-DGLAB), e O Duplo Fulgor do Tempo, de Maria Graciete Besse. Parabéns a Francisco José Viegas (e Jaime Ramos, evidentemente).