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Dez22

Maria do Rosário Pedreira

Há amigos escritores que via frequentemente no passado, em feiras ou festivais, mas cujo convívio se foi perdendo com o passar dos anos. Isso aconteceu-me com o poeta José Tolentino Mendonça, por exemplo, com quem viajei até Liège ou o Rio de Janeiro, mas que tenho reencontrado poucas vezes mais recentemente por impossibilidades mútuas. Ou os seus lançamentos coincidem com dias em que também eu tenho eventos, ou os meus se realizam em dias em que o nosso cardeal não pode abandonar o Vaticano; ou quando chego para lhe dar um abraço na Feira do Livro de Lisboa já ele deixou o pavilhão, ou... Valeu-me revê-lo há poucas semanas no lançamento de Misericórdia, de Lídia Jorge, mas de novo não consegui acudir ao recente lançamento do seu ensaio sobre São Paulo porque calhou naquela tarde em que tinha uma sessão de leitura sobre os Direitos Humanos... De qualquer modo, felicito-o aqui no blogue pelo prémio que lhe foi atribuído há dias pela Fundação Ilídio Pinho. Trata-se de uma distinção concedida a personalidades que trabalham «na promoção e defesa dos valores universais da portugalidade», sendo o júri composto pelos presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa, do Porto e de Vale de Cambra, bem como pelos reitores das Universidades do Porto, de Aveiro, da Católica e de Trás-os-Montes. Parabéns!