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Mar21

Maria do Rosário Pedreira

Já sabemos que, quando um livro publicado não roda nos primeiros dez dias (o que é cada vez mais frequente, dada a falta de espaço para a crítica e a promoção), o livreiro tem de o mandar para trás na primeira oportunidade para não ficar com demasiados elefantes dentro da loja. Mas isso não quer dizer que alguém que, por qualquer razão, se atrasou na compra e na leitura, não queira, três meses passados da publicação, tentar apanhar o comboio. Geralmente, já não encontrará um só exemplar à venda nas lojas físicas, sendo obrigado a encomendá-lo numa delas ou comprá-lo online. Também acontece livros esgotados há muito não se reeditarem por só existir meia dúzia de pessoas interessadas neles (e ainda não haver, no tempo da sua publicação, essa novidade do e-book qjue agora, apesar de tudo, pode ajudar alguém que procura desesperadamente um livro). Por outro lado, num universo de milhões de títulos, uma livraria pode ter mais de dez ou vinte mil à venda? Os livros não vendidos ocupam muito espaço nos armazéns das editoras e, se não forem escoados, acabam quase sempre na guilhotina. A ideia expressa no vídeo abaixo, de uma máquina que imprime livros em sete ou oito minutos e à vontade do freguês pode ser, pois, bastante boa. Sobretudo para quem prefere o papel, como eu. Obrigada a Fausto Marsol, que me deu a conhecer este projecto sevilhano, embora através de outro vídeo. Talvez em breve tenhamos algo parecido em Portugal.

https://www.youtube.com/watch?v=e833YMcMclM