05/05/2010

por José Reinaldo do Nascimento Filho

A história amorosa se inicia com o Duque Teseu, que se prepara para casar com a rebelde Hipólita. Antes do casamento, Teseu é chamado para resolver uma disputa amorosa envolvendo a romântica Hermia e seu pai Egeu. Hermia ama Lisandro, mas Egeu deplora a idéia e quer forçá-la a se casar com o bom partido Demetrius. Como Teseu sela o destino infeliz da garota, Hermia e Lisandro decidem fugir para a floresta. Enquanto isso, Demetrius é perseguido incessantemente pela apaixonada Helena, e o duende Puck, a mando de Oberon decidem bagunçar a ordem natural das coisas. Arma com Puck um plano envolvendo uma poção mágica, que fará com que qualquer pessoa se apaixone pelo primeiro ser vivo que ver pela frente, a partir de então pessoas se apaixonam por burros e…

E agora vocês criem coragem e leiam a peça!

“Teseu – Mas muito mais feliz na terra é a rosa que destilar se deixa do que quantas no espinho virgem crescem, vivem, morrem em sua solitária beatitude”. (Gostei dessa mensagem para as encalhadas)

“Lisandro – Então, minha querida, por que as faces tão pálidas assim? Qual o motivo de murcharem tão rápido essas rosas?

Hérmia – Talvez por falta da água que lhe viesse da tempestade dos meus próprios olhos”.

Sobre o amor:

“Helena – (…) As coisas baixas, sem valia alguma, de crassas deixa o Amor leves qual pluma. O Amor não vê com os olhos, mas com a mente; por isso é alado, e cego, e tão potente. Nuca deu provas de apurado gosto; cego e de asas: emblema de desgosto. Eterna criança: eis como é apelidado, por ser sempre na escolha malogrado. Como os meninos quebram juramentos, perjura o Amor a todos os momentos. Assim Demétrio, quando Hérmia não via, me granizava juras noite e dia; mas ao calor do seu formoso riso dissolveu-se de súbito o granizo. Da formosa Hérmia vou contar-lhe a fuga. É certeza: no bosque ele madruga, para segui-la. A mim essa notícia vai ensejar de vê-lo a hora propícia. Se o vir na ida e na volta, de corrida, feliz me considero e enriquecida”.