05/05/2010
por José Reinaldo do Nascimento Filho
A Tempestade é uma história de vingança, amor, conspirações, ao tempo que contrapõe à figura homem/selvagem, à imagem etérea e graciosa das altas aspirações humanas. Uma Ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, num ato de traição política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, e Ariel, o espírito servil, que pode se metamorfosear em ar, água ou fogo.
“Ferdinando – Admirável Miranda! Sim, remate de toda perfeição, digna de quanto no mundo já dirigi olhares ternos, por vezes tendo-me ficado presos os atentos ouvidos na harmonia de seu doce falar. Dotes variados me fizeram gostar de outras mulheres, sem, contudo, empenhar nisso a alma toda, porque sempre se opunha algum defeito às suas qualidades mais sublimes, para o valor manchar-lhes. Vós, no entanto, ah! tão perfeita e incomparável, fostes feita de tudo o que de mais custoso pode haver na criação”.
“Próspero – Olha, sê verdadeiro; não afrouxes a rédea dos carinhos; os mais fortes juramentos são palha para o fogo dos sentidos. Procura comedir-te; do contrário, boa-noite, juramento!”
Não preciso dizer que ler Shakespeare é obrigação à todo aquele que respeita a leitura. Preciso?
